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NOS BASTIDORES DA CAUSA ANIMAL; AMOR OU DESCASO

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Como em toda ação social, é preciso haver uma divisão do trabalho e das responsabilidades. Cada elemento do grupo colabora de acordo com o que tem a oferecer. Uns colocam “a mão na massa” e outros garantem, de alguma forma, que as ações necessárias possam ser realizadas. Isso dito, em linhas gerais.

Não tem sido fácil para os protetores de animais enfrentarem sozinhos um problema para o qual grande parte da sociedade insiste em dar as costas. Salvar um animal em perigo, em situação de abandono ou de maus tratos depende de uma série de atitudes, que nem sempre uma pessoa pode assumir sozinha. Não é sempre que duas mãos generosas e um coração sensibilizado e indignado são suficientes para resgatar, transportar, internar e arcar com as responsabilidades de um bicho em apuros. O “bicho” mesmo é a situação em que vivem os protetores que, sem pensar, apenas pelo sentir, assumem um número enorme de despesas com esses salvamentos. A maioria comete loucuras, dívidas astronômicas e mil compromissos porque não conseguem conviver passivamente com o sofrimento dos animais. O sofrimento é um só, compartilhado. Um protetor não dorme “em berço esplêndido” depois de ver um animal agonizando sem socorro.

O trabalho de proteção animal sobrevive da luta de poucos diante da indiferença da maioria. E é esse grupo pequeno que tanto efetiva as ações quanto levanta colaboradores, simpatizantes, apoiadores da causa. Essa segunda parte também não é nada fácil porque depende do conceito, do valor que cada pessoa dá aos seres chamados irracionais. Sem meias palavras, os animais são tratados pela maioria como seres inferiores, perigosos, asquerosos. O número de pessoas que se dispõe a ajudar crianças órfãs, idosos abandonados pelas famílias ou pessoas acometidas por doenças graves e incuráveis já não é nada animador. Imagine convencer pessoas que frequentam shoppings diariamente, estão sempre hipnotizadas por ofertas sensacionais de supérfluos de todas as cores e tamanhos a abrirem mão e investirem algum recurso material em seres tão insignificantes?! Estamos, a maioria de nós, sempre ocupados em pagar as contas de casa, planejar as férias e adquirir bens. Afinal, são esses “bens” que determinam o respeito que mereceremos. Não valemos pelo que somos, mas pelo que temos. Grande equívoco!!! Os maiores nomes da história da civilização não alcançaram prestígio devido à fortuna que acumularam, mas pelo que realizaram. Galileu, Einstein, Freud, Picasso, nenhum deles entrou para a história universal por serem acumuladores de riquezas materiais. Não eram.

É fato que existem pessoas extremamente ocupadas, com um ritmo de vida frenético, tentando driblar problemas de todas as naturezas, todavia sentem-se sensibilizadas pela situação terrível em que vivem muitos animais, seja pelas ruas, nos circos, nos rodeios, etc. Há também outro tipo que nem tem a vida tão atribulada, porém não dispõe de nenhuma habilidade para salvar as vidas de peludos e patudos com as próprias mãos. O bacana é que podem fazê-lo nos bastidores. Basta que tenham pelos inocentes um sentimento chamado “compaixão”.

“Compaixão”é uma palavra que vem do latim “compassione” e pode ser definida como uma compreensão do estado emocional do outro. Frequentemente combina-se a um desejo de aliviar ou suavizar o sofrimento de outro ser senciente, bem como demonstrar especial bondade com aqueles que sofrem. A compaixão é caracterizada através de ações, na qual uma pessoa, agindo com espírito de compaixão, busca ajudar aqueles pelos quais se compadece, muitas vezes, concedendo benefícios. (Wikipédia – adaptação)

Portanto, sejam bem vindos todos aqueles que puderem e quiserem apoiar a causa animal! Que venham salvar cães, gatos, elefantes, cavalos, macacos, aves e todos os animais que sofrem pela ignorância e pela ganância humana. Há sempre um protetor por perto. Só lhes custará encontrá-lo e abrir mão de um dos seus gastos supérfluos diários. Essa atitude ajudará a salvar seres indefesos que coabitam o planeta conosco há milhares de anos e ainda são tratados como “personas non gratas”. Os governantes desprezam os animais assim como fazem com as classes menos favorecidas. No final das contas, estamos todos na mesma “barca furada” e à deriva. Só nos resta tomar o controle, seja reivindicando direitos ou tapando o vazamento nós mesmos.

O que faz qualquer um de nós ter mais direito à vida que um gato, um macaco ou qualquer outro ser vivente? Não seria a função deles tornarem a vida mais interessante, agradável e terna? Seja o diretor, o contrarregra, o maquiador ou a moça do cafezinho, não importa. Simplesmente participar do espetáculo! Os protetores são aqueles que enfrentam com coragem e orgulho o julgamento ou a indiferença do público, contudo, precisam de maior participação nos bastidores desse espetáculo que engrandece o ser humano. Qualquer um pode ser um protetor. Basta juntar-se à parte da sociedade que se importa e está disposta a doar. O sonho de todo protetor é que, um dia, todos sejamos defensores e cuidadores de todos. Como dizem os jovens desse país: – Tamo junto! “Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.” ( Pitágoras )

Rose Mussi

Bichos Blog

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