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LUGAR DE CACHORRO É… ONDE MESMO?…

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Que um animal de estimação não é um brinquedo já é algo conhecido, publicado e insistentemente sugerido em todas as campanhas a favor dos direitos dos animais. No entanto, a relação entre “proprietários” e bichos domésticos continua sendo um desafio para especialistas no assunto e para vizinhos de residências demasiadamente próximas.

 

Uma jovem senhora, à espera de seu segundo filho, achou que deveria fazer um agrado ao seu primogênito e lhe deu de presente um cãozinho lindo, jovenzinho e cheio de energia. Até aí, tudo ótimo! O problema começa por morar a família num “apartamentico”, dois quartos, sala, cozinha, banheiro e uma área de serviços, esta com tamanho para acomodar um tanque e uma máquina de lavar. Sendo assim, podemos considerar que, tendo a residência quatro pequeninos cômodos, mais banheiro e ocupada por também quatro moradores, a proporção seria matematicamente um cômodo para cada morador, sendo o banheiro e área lugares comuns a todos. No entanto, não é assim que funciona a ocupação de um lar. A situação é bem mais complexa. Na prática, todos têm direito a ocupar ou utilizar o seu tanto necessário em cada parte do aconchegante domicílio, mesmo que seja uma cadeira, no caso de precisar frequentar o quarto do outro em ocasiões específicas. “A família nasceu no coração de Deus”, conforme estudiosos da Bíblia Sagrada, mas certamente não havia nenhuma parte que idealizasse a organização do ninho familiar no tal projeto.

 

Mas, voltando ao que nos interessa aqui embaixo, a experiência de uma família que traz pra casa um animal de estimação, mas não o aceita como integrante, torna-se algo mais confuso e conflituoso ainda. A confusão começa quando o animal não é bem vindo aos quartos com a justificativa de que deixará pelos nas camas. Continua quando também não é permitida sua entrada no banheiro para evitar que contamine o local. E termina na cozinha, onde, de acordo com a dona da casa, “não é lugar de cachorro”. Sendo assim, resta ao patudo a sala, a qual ele frequenta, contanto que não suba no sofá. Ah! Sim! Temos a área de serviços, aquela grande o bastante para acomodar utensílios e a caixa de sabão em pó. Opa! Afinal, onde habitará o cãozinho? Aquele que foi trazido para curar o filho previamente carente por estar chegando a hora de dividir a atenção dos pais com o irmãozinho. A mãe, responde de pronto: – Uai! Ele ficará aqui com a gente, dentro de casa. Só não deixo subir nas camas, no sofá e entrar no banheiro. Ah! Também evito que fique muito na cozinha, senão toda hora quer comer algo! E cozinha não é lugar de cachorro, né?!.

 

Os problemas estão acontecendo e nenhum dos elementos da família percebe que o conflito está sendo criado por desconhecimento absoluto a respeito do lugar que deve ocupar um animalzinho, quando trazido ao convívio doméstico. Não se trata apenas do lugar físico, mas psicológico. O posicionamento dos adultos, sua filosofia de vida, sua ignorância (sentido de quem ignora) a respeito dos animais, sobre as reais necessidades de um bichinho frágil, sensível e afetuoso estão determinando o dia a dia dessa família. Por sua vez, a criança presenteada é quem melhor entende o cão. Tanto que o protege todas as vezes em que a mãe esfrega a carinha do amigo recém-chegado  no cocô com o intuito de ensiná-lo a fazer suas necessidades fisiológicas no jornal, na área. O que não tem surtido o efeito esperado e o cão está cada dia mais arredio no contato com a matrona da família. Nessas circunstâncias, a criança tem sofrido, quase tanto quanto o cãozinho, com as tentativas desastrosas da mãe em “educar” o peludo. São surras diárias, gritos, latidos, choro que vêm daquele apartamento num condomínio popular. Numa tarde dessas, o menino de aproximadamente 10 anos de idade, chorava com o cãozinho no colo, sentado num banco, na portaria do prédio, enquanto a mãe esbravejava da janela e ordenava que a criança doasse o cão à “primeira pessoa” que passasse, pois ela não o aceitaria mais em casa.

 

Os dias vão se arrastando para o cão e para o menino, o mesmo que não perde a esperança de que algo aconteça e mude o comportamento da mãe. Quem sabe a chegada do bebê? Será? Ou essa será a gota d’água que separará definitivamente as duas crianças? Corrigindo, a criança e o cão. Engraçado! Não seria esse o “ato falho” que a mãe deveria cometer? Assim poderia, educar, cuidar e até repreender o animalzinho com o mesmo amor e competência e tudo ficaria bem. Enquanto isso não acontece, o risco de um vizinho denunciar a mulher por maus tratos aumenta. Vamos torcer.

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