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Cidade

Educação Sempre

Dizem que viver é “matar um leão por dia”, mas essa missão poderia ser amenizada se a maioria tivesse educação básica, ensinadas em casa desde o momento que resolveram olhar o mundo fora das barrigas de suas mães.

Um “bom dia”, um “obrigado” ou um ”por favor” pode fazer diferença já no começo do dia. Expressão sisuda só gera antipatia e, consequentemente, testa franzida também. Infelizmente tem gente tão arrogante e de mal com a vida que um ”bom dia” ou um sorriso parecem ofensas e o olhar de desprezo dessas pessoas pode estragar o dia de outras.

O problema maior é lidar com a falta de educação alheia. Os coletivos são verdadeiros antros de grosserias e absurdos. É desagradável entrarmos em um coletivo e perceber que vários idosos estão em pé, se segurando como podem nas cadeiras porque o lugar que lhes é reservado está ocupado por marmanjos folgados fingindo dormir. A situação se agrava quando tem um idiota ouvindo funk na maior altura e obrigando todos a ouvir também toda sua ignorância.  Isso sem contar os adolescentes, que entram empurrando todos com suas mochilas enormes e berrando para que o colega do fundo o escute, mas se esquecendo que o seu colega, bem ao lado, acabou de ficar surdo por minutos devido a sua voz estridente. Nem vou comentar sobre a falta de higiene básica: se de manhã o ônibus parece uma lata de lixo, imaginem à tarde, no horário do rush?

Finalmente chega-se ao centro da cidade. Ah, o centro… onde todos passam a compreender que o inferno bíblico é aqui mesmo e que o coitado do capeta é que leva toda a culpa pela falta respeito ao próximo! Dois passos e já vemos pessoas jogando lixo no cantinho das calçadas, pessoas passando por você com tanta pressa que faltam te jogar em cima de alguma banca de lojas populares, outras disputando avenidas com carros e motos, arriscando suas vidas bem longe das faixas de pedestres. De repente um barulho seco e alto, todos correm para ver.  Um motoqueiro fica estendido no chão, agonizando, enquanto a maioria o cerca para ter seu dia de perito, tentando analisar as possíveis causas da estupidez e identificar os culpados, além de assegurar que o pobre coitado está mesmo vivo. Poucos chamam uma ambulância para socorrê-lo.  Ali a pressa não existe, o trabalho pode esperar, a aula pode se perder, mas o importante é ver que, apesar de sua vida toda ferrada, tem gente que está mais ferrada que você. Vou morrer sem conseguir compreender isso direito! A falta de educação das pessoas causa congestionamento no trânsito, atrapalha a chegada de socorro e complica a vida do acidentado.

Enfim chega-se ao trabalho. Papéis, chefe arrogante, telefone e  concentração! Um dia rotineiro que cansa, não sobra tempo nem para fantasias ou sonhos… só depois do expediente, agora é trabalhar. Seu chefe grita com você por motivos fúteis ou porque sua esposa dormiu no sofá. Então a falta de educação dele por berrar, quando você não é surdo, tem que ser relevada e digerida em nome do seu emprego. E o dia corre…

Fim do dia, nova maratona para se pegar o ônibus e voltar para casa. Tumulto na hora de embarcar, socos, cotoveladas, pessoas se esfregando nas outras por falta de espaço.  No momento em que o ônibus começa a diminuir a velocidade para entrar no enorme congestionamento que tem à frente, o celular de uma mulher, na casa dos 35 anos, toca seu pagode e ela atente. Ah sim, ela fala com a Cremilda. Ah, a tal Cremilda se separou do marido e está indo para a casa da cidadã, hum… o conselho é ir para a casa da irmã, pois o congestionamento está grande na avenida. Certo, o papo vai ser longo, mas afinal, o que isso me interessa? Com certeza a mulher está falando tão alto que todos no ônibus já sabem a ficha completa da sua amiga.

Por fim, o cansaço nos vence, as pernas doem, o humor já está mandando lembranças e os pensamentos já deram a volta ao mundo e voltaram. A necessidade de um banho, de comer algo quente e dormir fala mais alto do que qualquer coisa.  Depois de duas horas de tortura, finalmente se chega ao destino. Depois de descer do ônibus, percebe-se que existe vida fora dele e por um momento a alegria toma seu coração!

Enfim sós em casa. Tiram-se os sapatos, as roupas e deixa a água quente do chuveiro escorrer pelo corpo. Ah, que delícia! O sabonete parece mágico e revigora até a alma. Já com um pijama limpinho e cheiroso, você vai para a cozinha. Um sanduíche e um suco parecem ideal. Tudo pronto senta-se no sofá e liga a TV. Pronto para dar a primeira bocada no pão, algo ensurdecedor o faz jogar o lanche pra cima, sujando toda a sua sala. Seu coração dispara e você demora um minuto para perceber o que está acontecendo… Seu vizinho do andar de cima é adolescente e resolveu ouvir rock na maior altura. Ok, antes de se matar, lembre-se que é melhor aprender a exigir seus direitos e fazer sua parte, pois a falta de educação é diária e não podemos consertar o mundo, apenas a nós mesmos.

Denise Diniz

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