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Cidade

É a Lei

Esse país é de fato muito estranho, as leis vão mudando sem que a sociedade consiga se adequar a elas ou sem nenhuma notificação prévia. Simplesmente são criadas novas leis e a sociedade vai absorvendo-as, digerindo-as, sem ao mesmo ter o direito de reclamar da gastrite nervosa que elas causam.

Vivemos numa sociedade perversa, onde crianças e adolescentes são proibidos de trabalhar, os pais impedidos de corrigi-los com mais rigor, mas criam-se um estatuto que os protege quando comentem algum crime. Sem nenhuma ressalva, o Estatuto da Criança e do Adolescente protege marginais simplesmente por serem menores de idade. Os reflexos disso são crianças entrando para o tráfico cada vez mais cedo, adolescentes roubando, matando, estuprando e cometendo todos os tipos de crimes sem que lhes seja conferida a devida punição.

Há aqueles que irão dizer que a Fundação Casa pune rigorosamente esses menores delinqüentes, mas como acreditar num sistema que dá liberdade a um jovem de dezoito anos, além de nova identidade e nova ficha criminal perfeitamente limpa? Então não foi exatamente isso que aconteceu com um dos assassinos que, de maneira fria e monstruosa, assassinaram uma criança no Rio de Janeiro, arrastando-a por quilômetros no asfalto enquanto roubavam o carro de sua mãe? Lamento, mas se um monstro desses tem direito de estar solto e inserido na sociedade, quero que parem o mundo para eu descer!

O Estatuto destituiu a autoridade dos pais, destruiu o respeito de alunos e professores, fez da escola algo longe de ser um sistema de ensino, onde os pais têm menos autoridade com seus filhos que a polícia.  No meio dessa loucura toda, esses menores não são aptos a trabalhar antes dos 15 anos, a tirar a carteira de motorista aos 16 anos, mas podem ser usados como mão de obra quase escrava aos 16 anos, ganhando um salário entre R$ 300, 00 a R$ 550,00, numa jornada de trabalho de seis ou oito horas e até mesmo votar, escolhendo os representantes de seu país. Haja hipocrisia!

Para finalizar, a proteção da lei, a falência da educação, as informações deturpadas e a falta de revisão na lei causam desordem, violência, criminalidades e, na perda de controle e na necessidade de culpar algo, colocam toda a responsabilidade nos jogos violentos de videogame, nas redes sociais da internet, nas armas de brinquedo, que antes eram usadas em brincadeiras e auxiliavam na interação entre as crianças, nos filmes e em tudo que aparecer, buscando um bode expiatório para mascarar a própria incompetência de quem dirige esse país e buscando embutir nas pessoas sentimentos saudosistas ou a esperança presa na caixa de pandora!

Denise Diniz

Blog Denise Diniz Direito Educação

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