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A educação que pede socorro no Brasil

A educação do Brasil vem sofrendo várias mudanças, sendo elas argumentativamente corretas, porém impraticáveis nas escolas. Uma associação de alunos desinteressados, professores mal remunerados e desqualificados fazem da sala de aula um ambiente fora do propósito: ensinar e educar.

A escola pública, principalmente aquelas que ficam em periferias, estão se tornando apenas depósito de crianças e adolescentes. É comum a falta de professores, alunos ociosos nos pátios e dependências, andando como zumbis e tendo que esperar por algo que nem sabem ao certo o quê. Por outro lado, a burocracia impede que profissionais sejam contratados, baseada numa lei controversa que diz primar pelo ensino, mas que na verdade pouco se importa com a qualidade, o que realmente importa são resultados estatísticos do Ministério da     Educação ou para que essas crianças e adolescentes possam se tornar mão-de-obra barata aos quinze anos de idade.

A criação da nona série foi o maior equívoco cometido. Aumentou-se uma série para o ingresso da criança no processo de alfabetização. Ora, as crianças devem mesmo começar a serem alfabetizadas aos seis anos de idade. O problema é que a maioria dessas crianças é aprovada para o sexto ano sem ao menos saber os fatos ou redigir um parágrafo sequer. Nesse contexto, o problema se “arrasta” até o início do ensino médio. A grande maioria dos alunos do primeiro ano do ensino médio não sabe redigir uma redação coerente, tem uma dificuldade quase intransponível em álgebra e geometria, e não falo de exercícios mais elaborados, falo de operações básicas. O resultado disso é um alto índice de reprovação, evasão escolar ou alunos limitados em seus conhecimentos.

A situação piora ainda mais nas faculdades. A facilidade de se ingressar no ensino superior, seja através do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – ou pelo vestibular da própria faculdade lotam salas de aula no primeiro período. A partir do segundo, a maioria abandona o curso por não ter capacidade de continuar, uma vez que não tiveram base suficiente. Esse fato comprometeu a graduação, pois a necessidade de adaptação dos cursos para alunos mal preparados obrigou os professores a serem flexíveis com trabalhos, notas e menos exigentes.  O resultado é uma série de profissionais diplomados, sem conhecimento algum, sendo esses que, paradoxalmente, irá para as salas de aula “ensinar” àqueles que nada sabem.

A mudança não foi drástica. Ela foi gradativa, adaptando pessoas a um sistema capitalista. Partindo-se do pressuposto que um pedreiro não precisa saber mais do que sua função, cria analfabetos funcionais, não politizados, que não sabem reivindicar seus próprios direitos, afinal quanto mais ignorantes uma nação for, mais fácil será a dominação e a manipulação.

O Brasil não é um país de todos e nunca foi. O país é uma nação de muitos, governado por poucos, que só se comprometem com seus próprios interesses. A tristeza maior é saber que esse povo que já é tão menosprezado se cala diante da injustiça por não ter conhecimento suficiente para lutar. Como dizia Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.  Já dizia a música, o saber faz a mudança. Fica a dica.

Denise Diniz

Blog Denise Diniz Educação

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